Resolvi escrever esse blog porque vi a necessidade de conversar com outras pessoas e ajudar pessoas que assim como eu sofrem de alguns transtornos psicológicos. Falaremos sobre ansiedade generalizada, Síndrome do Panico, Hipocondria, entre outros transtornos, como os de personalidade. Gostaria de pedir que colaborem, mandem suas perguntas e comentários. Vamos nos ajudar! As postagens irão ser feitas conforme eu for descobrindo coisas novas, ou seja quase sempre. Agradeço desde já a todos. Um beijo a todos.


domingo, 19 de fevereiro de 2012

Transtorno Ansioso da Personalidade


A marca característica deste Transtorno de Personalidade é a persistência e continuidade de tensão e apreensão. Como conseqüência disso o portador deste tipo psicológico experimenta a crença freqüente de ser socialmente inapto, desinteressante e desagradável, portanto, inferior aos demais. Na realidade, a ansiedade aparece com maior exuberância sempre que tais pessoas vislumbrem a possibilidade de serem objeto de apreciação por parte dos demais.

Normalmente, devido aos sentimentos supra-referidos, há isolamento social e, como o próprio nome do transtorno diz uma constante evitação social. O que, de fato, eles evitam é a possibilidade de experimentarem sentimentos desagradáveis de desapreço ao se submeterem ao jugo público. Com freqüência se utilizam de mentiras com a intenção de dissimularem sua real situação existencial, pois, de qualquer forma, acham que se os interlocutores souberem como eles são realmente, perderão todo interesse em suas pessoas.

Assim sendo, a pessoa com este transtorno está sempre dissimulando sua verdadeira performance social, interpessoal ou psicológica, procurando aparentar aquilo que, decididamente, não é. Isso tudo por que, como dissemos, tem uma preocupação excessiva em estar sendo criticada ou rejeitada em quase todas as situações sociais. Há também, aqui, uma severa relutância no envolvimento com outras pessoas, sempre motivada pelo medo da crítica, como dissemos. Poderão envolver-se caso tenham certeza absoluta de sua apreciação.

Os critérios do DSM.IV para o diagnóstico de Transtorno Ansioso da Personalidade

a) sentimentos persistentes e invasivos de tensão e apreensão;
b) crença constante de ser socialmente inepto, pessoalmente desinteressante ou inferior aos demais;
c) preocupação excessiva em ser criticado ou rejeitado em situações sociais;
d) relutância em se envolver com pessoas, a não ser quando absolutamente certo de ser apreciado;
e) restrições ao estilo de vida devida à necessidade de segurança física;
f) evitação de atividades sociais e ocupacionais que envolvam contacto interpessoal significativo por medo de opiniões a seu respeito




Leia a materia completa em: http://www.psiqweb.med.br/site/?area=NO/LerNoticia&idNoticia=180


Personalidade Hipocondríaca

Um dos subtipos do transtorno histriônico da personalidade é a personalidade hipocondríaca. O traço fundamental desse tipo de personalidade é o medo ou preocupação exagerada de ter alguma doença, geralmente grave. O medo de ficar doente ou a preocupação de ter uma doença (que muitas vezes se confunde com o desejo de ficar doente) faz a vida consciente de um corpo normal transformar-se em uma vida com um corpo falsamente doente.

O fenômeno da hipocondria é, de fato, classificado no DSM.IV e na CID.10 como um transtorno emocional somatoforme, ou seja, aqueles estados onde as emoções saltam do psíquico para o orgânico, e está incluído no mesmo capítulo onde estão outros estados ansiosos.

Por outro lado, qualquer reflexão mais responsável sobre psiquiatria mostra a hipocondria mais como um sintoma do que uma doença, ou seja, como uma maneira mal adaptada da pessoa reagir conseqüente a alguma outra coisa; seja um estado emocional, como por exemplo, a ansiedade ou a depressão, seja como conseqüência a algum traço de personalidade.

Interessa aqui lidar com a hipocondria traço de personalidade, já que o nosso objetivo não é lidar com as patologias ansiosas e depressivas. Se for uma maneira da pessoa reagir trata-se de um atributo da personalidade, entretanto, dependendo das circunstâncias vivenciais há momentos na vida onde essa característica fica muito mais intensa, chegando então a necessitar de tratamento médico.

A hipocondria se manifesta por interpretações irreais ou errôneas do paciente sobre sintomas ou sensações físicas, levando ao medo e preocupações obsessivas por doenças sérias, embora não possam ser encontradas em exames médicos. As preocupações da pessoa resultam em sofrimento significativo e prejudicam sua capacidade para funcionar em papéis pessoais, sociais e ocupacionais.

Os critérios diagnósticos do DSM.IV para a hipocondria exigem que o paciente esteja preocupado com a falsa crença de ter uma doença séria, e que a falsa crença esteja baseada em uma interpretação errônea de sinais ou sensações físicas. Os critérios exigem que a crença da doença exista apesar da ausência de achados patológicos em exames médicos.

A semelhança que permite considerar a pessoa hipocondríaca uma variante da personalidade histriônica não é a teatralidade, a qual pode ser nula ou estar bastante diminuída aqui, mas a evidente direção da atenção para si própria, ao próprio ego (egocentrismo). E é essa a característica que faz a pessoa hipocondríaca “perceber-se” pessimistamente, continuadamente e exageradamente, ao contrário da personalidade narcisista, que também é egocêntrica, porém, não se percebe pessimistamente.

Não é normal que a pessoa necessite ter uma preocupação obsessiva com seu próprio corpo, nem que seja compelido a uma observação contínua e meticulosa do funcionamento de seu organismo. O normal e mais sadio é que não se perceba o próprio corpo na maior parte do tempo. As múltiplas queixas físicas ou somáticas na hipocondria representam uma preocupação exagerada com o próprio corpo, uma reflexão obsessivamente dirigida ao orgânico.

É importante ter em mente que a pessoa hipocondríaca não simula a doença, ela se sente verdadeiramente doente, sofre como se estivesse doente de fato. Enquanto a personalidade histriônica falseia seus próprios sentimentos, na hipocondria o auto-engano é em relação ao próprio corpo. Assim como acontece no transtorno histriônico, na hipocondria a dor é mais dolorida, o cansaço é mais extenuante, os desconfortos são praticamente invalidantes, as palpitações e faltas de ar denunciam sempre um infarto iminente, assim como a tontura com certeza são indícios de um AVC.

Diante de uma doença franca e evidente é o médico quem dá o diagnóstico, muitas vezes surpreendendo o próprio paciente que nem sabia estar doente. Diante da hipocondria é o próprio paciente que se atribui um diagnóstico estabelecido por ele mesmo. Consultado o médico, nada se confirma, exceto a própria hipocondria.

Pensamos em traço hipocondríaco como uma aquisição biológica da personalidade. Kaplan refere evidências de prevalência aumentada de hipocondria entre gêmeos univitelínicos, fato este que fala a favor do componente genético do traço. A existência desse traço potencialmente hipocondríaco não significa que a pessoa será obrigatoriamente hipocondríaca e o tempo todo. Como outras potencialidades da personalidade, esse traço é também oportunista e se manifesta em situações favorecedoras.

Por isso não é raro encontrar a hipocondria como uma espécie de compensação a sentimentos de culpa por erros passados ou como expressão de uma autoestima baixa. Algumas vezes ela reflete também uma agressividade que não encontra meios de se exteriorizar senão através da sensação de doença. O “escape” dessa dinâmica psíquica para a hipocondria seria o modo de uma forma específica de personalidade reagir, como poderia resultar em reações depressivas, histéricas, obsessivas e assim por diante em outras conformações de personalidade.

Algumas evidências sugerem que a pessoa com transtorno hipocondríaco, assim como a histriônica, teria um traço de personalidade responsável por uma tolerância menor ao desconforto, logo, sentiria com maior intensidade e incômodo as sensações corpóreas triviais, representando-as como indícios de doenças mais graves.



Leia a matéria completa em: http://www.psiqweb.med.br/site/?area=NO/LerNoticia&idNoticia=180


Falando um pouco mais sobre mim...

Gostaria de compartilhar com voces uma coisa muito chata que tem me acompanhado desde que tive minha primeira Crise de Panico: Mania de Doença, ou pros mais entendidos Hipocondria!
Eu estou falando com bom humor pra não pesar o assunto, mas vocês não imaginam o quanto tem sido doloroso. Todos os dias eu cismo que estou doente. Ja acordo assim. Me sentindo doente, achando que tenho algo grave. Sempre surge algo novo, um sintoma que me faz achar que estou com tal doença, ou aquela outra. Ja pensei em cardiopatia, teve a época que cismei com infarto, cismei com tumor, aneurisma, câncer e agora estou cismada que eu estou com as unhas arroxeadas na base delas, e que pode ser algo grave. Se você esta rindo, não imagina o quanto ja chorei. Semana passada fui parar numa emergência de hospital com dores na cervical e de cabeça. A medica me examinou e me disse que tudo o que eu tinha era tensão. Examinou minhas unhas apos eu contar de minha suspeita, e disse que não estou com nada e não se trata de cianose. Mas mesmo assim estou cismada. Voltarei no medico de novo sexta feira que vem, vou aproveitar para comentar sobre minhas unhas, e pedir exames. Todo mundo ja me disse que não tenho nada, e que minhas unhas estão normais. Mas não adianta! Desejem-me sorte!
O post do dia vai ser inspirado na hipocondria. Beijinhos a todos.

Oração de Cura e Libertação

A religião torna-se uma das formas de tratamento, e se torna muito importante para o ser humano. Convido-te a fazer essa oração comigo.
Oração de Cura e Libertação

Vinde, Espírito Santo, penetrai as profundezas da minha alma com o Vosso poder.
Arrancai as raízes mais profundas e ocultas da dor e do pecado que estão enterradas em mim.
Lavai no precioso Sangue de Jesus e aniquilai definitivamente toda ansiedade que trago em mim, toda amargura, angústia, sofrimento interior, desgaste emocional, infelicidade, tristeza, ira, desespero, inveja, ódio e vingança, sentimento de culpa e de auto-acusação, desejo de morte e de fuga de mim mesmo, toda opressão do maligno na minha alma, no meu corpo e toda insídia que ele coloca em minha mente.
Ó bendito Espírito Santo, queimai com o Vosso fogo abrasador toda treva instalada dentro de mim, que me consome e impede de ser feliz.
Destruí em mim todas as conseqüências dos meus pecados e dos pecados dos meus ancestrais, que se manifestam em minhas atitudes, decisões, temperamento, palavras, vícios.
Libertai, Senhor, toda a minha descendência da herança de pecado e rebelião às coisas de Deus que eu próprio lhe transmiti.
Vinde, Santo Espírito! Vinde, em nome de Jesus!
Lavai-me no Sangue precioso de Jesus, purificai todo o meu ser, quebrai toda a dureza do meu coração, destruí todas as barreiras de ressentimento, mágoa, rancor, egoísmo, maldade, orgulho, soberba, intolerância, preconceitos e incredulidade que existem
em mim. E, no poder de Jesus Cristo ressuscitado, libertai-me, Senhor! Curai-me, Senhor! Tende piedade de mim, Senhor!
Vinde, Santo Espírito! Fazei-me ressuscitar agora para uma vida nova, plena do Vosso amor, alegria, paz e plenitude.
Creio que estais fazendo isto em mim agora e assumo pela fé a minha libertação, cura e salvação em Jesus Cristo, meu Salvador.
Glórias a Vós, meu Deus!
Bendito sejais para sempre!
Louvado sejais, ó meu Deus!
Em nome de Jesus e por Maria nossa Mãe.

Amém

sábado, 18 de fevereiro de 2012

Transtorno de Ansiedade

O que é transtorno de ansiedade generalizada

Todas as pessoas têm preocupações com coisas como saúde, dinheiro, ou problemas familiares uma vez ou outra. Porém, pessoas com transtorno de ansiedade generalizada são extremamente preocupadas com essas e muitas outras coisas, mesmo que exista pouca ou nenhuma razão para preocupação. Indivíduos com transtorno de ansiedade generalizada podem ser muito ansiosos sobre apenas ter que viver o dia. Eles pensam que as coisas sempre vão ser ruins. Algumas vezes, as preocupações impedem pessoas com transtorno de ansiedade generalizada de realizar atividades corriqueiras.

Sintomas de transtorno de ansiedade generalizada

Alguns dos sintomas de transtorno de ansiedade generalizada incluem:
* Preocupação excessiva sobre coisas corriqueiras por pelo menos 6 meses, mesmo que exista pouca ou nenhuma razão para preocupação.
* Não poder controlar suas preocupações constantes.
* Saber que se preocupa mais do que deveria.
* Não conseguir relaxar.
* Dificuldade de concentração.
* Assustar-se facilmente.
* Ter problemas para dormir.
* Irritação.

Entre os sintomas físicos de transtorno de ansiedade generalizada estão:
* Cansaço sem ração.
* Dor de cabeça.
* Tensão e dores musculares.
* Tremores e espasmos.
* Sudorese.
* Náusea.
* Tontura.
* Falta de fôlego.
* Ter que ir muito ao banheiro.
* Ondas de calor.

Causas do o transtorno de ansiedade generalizada

O transtorno de ansiedade generalizada alguns vezes é herdado, mas ninguém sabe ao certo porque algumas pessoas o desenvolvem e outras não. Quando certas substâncias químicas no cérebro não estão em níveis adequados, isso pode ocasionar transtorno de ansiedade generalizada. É por isso que medicamentos freqüentemente ajudam a aliviar os sintomas, uma vez que auxiliam para manter os químicos no cérebro nos níveis correto.

Tratamento para transtorno de ansiedade generalizada

O primeiro passo para o tratamento do transtorno de ansiedade generalizada é procurar um médico e informar sobre os sintomas. O médico fará exame para certificar-se que não é um problema físico que está causando os sintomas. O médico poderá direcionar o paciente para um especialista em saúde mental.

O tratamento para transtorno de ansiedade generalizada pode incluir medicação para ajudar a aliviar os sintomas. É importante saber que esses medicamentos podem demorar algumas semanas para começar a fazer efeito. Os tipos de medicamento para tratamento do transtorno de ansiedade generalizada são: anti-depressivos, ansiolíticos, e beta-bloqueadores. Também pode ser recomendado ao paciente a fazer terapia com um psiquiatra.

Transtorno de ansiedade generalizada tem cura?

Não há cura para o transtorno de ansiedade generalizada, porém o tratamento pode ajudar o paciente a ter menos medos e ansiedade.

Síndrome do Pânico ou Transtorno do Pânico (falando no assunto)

A maioria das pessoas não tem o que se chama Síndrome do Pânico ou Transtorno do Pânico, mas sim “apenas” Ataques de Pânico.

O Transtorno do Pânico, ou Síndrome do Pânico não é uma doença do seu cérebro, nem por falta nem por excesso de Serotonina, é uma reação a uma situação difícil que tem uma saída emocionalmente difícil.

1) Sintomas mais comuns da Síndrome do Pânico ou Transtorno do Pânico (claro que a maioria das pessoas não tem todos eles, só alguns):

  • Taquicardia

  • Pressão na cabeça

  • Sudorese

  • Falta de ar

  • Tremor

  • Fraqueza nas pernas

  • Ondas de frio ou de calor

  • Tontura

  • Sensação de que o ambiente está estranho, que a pessoa “não está lá” , que parece que está vivendo um filme, que parece que não sabe se está acordado ou sonhando (isso se chama desrealização e despersonalização e não tem nada a ver com loucura, não se preocupe)

  • Medo de desmaiar

  • Medo de ter um infarto

  • Medo de "ficar louco"

  • Medo de engasgar com alimentos

  • Crises noturnas de acordar sobressaltado com o coração disparando e com sudorese intensa

  • Pensamentos obsessivos de que poderiam ter doenças graves mesmo que todos os exames sejam normais

  • Pensamentos obsessivos se atirar de uma janela, machucar alguém ou se machucar

  • Esses pensamentos se chamam Pensamentos Obsessivos porque a pessoa sabe que não fazem sentido mas não consegue tirá-los da cabeça

  • Intestino solto em determinadas situações

  • Sintomas semelhantes à Labirintite

  • Piora importante no dia seguinte a beber muito álcool

2) Comportamentos bem comuns em quem sofre de Ataques de Pânico ou Transtorno do Pânico:

  • Medo de "voltar a sentir medo". Muitas vezes o simples pensamento de entrar num avião ou passar ao lado de um abismo já desencadeiam a crise

  • Num cinema ou teatro sentar na ponta da fileira, não no meio

  • Num restaurante sentar perto da saída

  • Não trancar a porta quando vai ao banheiro

  • Passar por cardiologistas, clínicos, hospitais, laboratórios, etc., com todos os exames normais, a não ser, com certa freqüência, um Prolapso de Válvula Mitral, que os cardiologistas não consideram patológico

3) Desenvolvimento de fobias:

Após ter tido muitos ataques, a pessoa pode não sentir mais os sintomas físicos mas continua com medos que ela sabe que não são lógicos. Alguns exemplos desses medos:

  • dirigir (principalmente em congestionamentos, túneis ou estradas)

  • ônibus, metrô, avião

  • participar de reuniões

  • viajar

  • ficar sozinha ou de sair sozinha

  • ficar em lugares com muita gente como Shopping, cinema, restaurantes, filas, elevadores

  • lugares muito abertos e vazios

  • dormir, quando a pessoa teve crises noturnas

  • Comer, quando teve sensações de engasgar

  • Uma forma mais específica dessa Ansiedade se chama Fobia Social ou Transtorno de Ansiedade Social e se caracteriza por crises de ansiedade em situações como por exemplo reuniões, apresentações, discussões com superiores, assinar algum documento, cheques ou mesmo levantar uma xícara de café em público.

4) Causas mais comuns da Síndrome do Pânico ou Transtorno do Pânico (é comum uma combinação de mais de uma causa):

  • Psicológicas (são as mais comuns): reação a uma fase de Stress ou a uma situação difícil cuja solução é igualmente difícil.

  • Experiência traumática por exemplo assalto, seqüestro, acidentes, doença grave. Essa forma mais específica de distúrbio de ansiedade se chama Transtorno de Stress Pós Traumático.

  • Físicas: alguns medicamentos (principalmente anfetaminas), drogas (maconha !), abuso de álcool.

  • Genética familiar de Pânico, Depressão, DOC, TAG, PTSD, TDAH, etc. Atenção: predisposição genética não quer dizer hereditariedade. Ou seja, Pânico não passa de pai para filho, não se preocupe.

  • Sem nenhum motivo (bem mais raro).

5) O tratamento consegue:

  • Acabar rapidamente (horas ou pouco dias) com os sintomas físicos. A Psicoterapia nessa fase ajuda muito pouco.

  • Acabar as fobias. Nesta fase o tratamento mais eficaz é uma combinação de medicação com Psicoterapia (que aliás nem sempre é necessária) para ajudar o paciente a mudar de atitudes, sair de situações difíceis e principalmente ver os problemas com mais objetividade, ficando portanto mais fáceis de serem resolvidos.

6) Para a família:

A família sofre porque não consegue ajudar e sobrecarrega o paciente porque vê a pessoa passar por cardiologistas, clínicos, neurologistas, gastroenterologistas, otorrinolaringologistas, etc., fazer exames, tomar calmantes, estimulantes e vitaminas sem melhora. Então começa a dizer que é fita, "frescura", falta de força de vontade, de coragem, e começa a dar palpites para você "se ajudar" "se animar" "reagir" e etc., como se você não soubesse de tudo isso...

Sofrer de Pânico não tem nada a ver com personalidade forte ou fraca, com a pessoa ser ou não corajosa.

7) Observações:

  • Existem alguns casos em que o primeiro remédio não produz resultado. Isso não quer dizer caso grave e nem incurável.. Em geral basta trocar a medicação.

  • Mesmo que você já esteja se sentindo bem, não interrompa a medicação. Interromper a medicação antes da hora significa quase sempre uma recaída.

  • Ela é benigna e curável, quase todos os sintomas podem desaparecer nas primeiras horas de tratamento, porem ela é muito "teimosa" e o tratamento de manutenção é longo. Evidentemente que sem sintomas, mas com a manutenção da medicação.

  • Ela pode reaparecer sim, mesmo que os problemas tenham acabado.

  • Durante o Pânico a pessoa pode passar por fases de depressão. Isso não quer dizer que sofra de duas doenças.

  • Algumas pessoas com Pânico têm receio de fazer ginástica. Pelo contrário, um bom condicionamento físico é importante, ainda mais para quem está sujeito a ter crises de taquicardia.

  • Yoga, meditação, massagem de relaxamento: sempre ajudam.

  • Diminuir álcool e cafeína (café, chá preto, chá mate, refrigerantes) sempre ajuda.

segunda-feira, 23 de maio de 2011

Minha primeira crise (a primeira vez a gente nunca esquece!)

Meu nome é Bianca Freire de Castro França, tenho 20 ano de idade, farei 21 em agosto desse ano dia 6.
Convivo com crises de Panico e com a Ansiedade Generalizada desde 9 de agosto de 2011. Parece que esse foi meu presente de aniversário. Eu trabalhava na Ilha do Fundão, aqui no RJ, numa empresa que prestava serviços de informatica para a COPPE. Tudo estava correndo bem na minha vida, eu tinha um emprego, eu fazia faculdade e tinha um cara legal com quem eu ficava.
No dia 9 de agosto, eu voltava do trabalho e de repente no meio da Avenida Brasil, na altura de Irajá, comecei a passar mal. Senti uma tontura, meu coração disparou, deu falta de ar, sensação de desmaio, um desespero enorme se abateu sobre mim, e eu não sabia o que fazer. Não podia falar com ninguém porque
não sabia ao certo o que estava acontecendo. Comecei a tremer e fui piorando. Foi então que tive a ideia de ligar para casa e avisar que não me sentia bem. Minha mãe disse que meu pai iria me buscar no ponto de ônibus quando eu chegasse perto de casa. Mas o meu medo era não chegar. Meu Deus! os minutos não passavam e os sintomas só aumentavam, quando achei que não dava mais consegui chegar no ponto de ônibus e saltei da condução. Atravessei a rua achando que ia morrer, e quando avistei meu pai, disse para ele o que havia acontecido. Ele me levou numa farmácia e aferi a pressão, eu não tinha nada! Minha pressão estava normal. Comecei a melhorar e fui andando pra casa com meu pai.
Quando cheguei em casa, minha mãe disse que eu tinha passado mal de fome, que a pressão tinha abaixado. Mas não foi nada daquilo que ela disse e no meu intimo e não sabia ao certo o que era.
Amigos, no outro dia eu fui trabalhar. Quando entrei no ônibus fui tomada por uma enorme ansiedade e um medo de passar mal. Fui o caminho todo rezando. Trabalhei o dia todo tensa e na hora de ir embora fui mais tensa ainda pra casa, com medo de passar mal. Não passei mal, mas o nervosismo me fez ficar tonta. Desde esse dia eu vivo assim, ansiosa, com mania de doenças, achando que estou para infartar, ou ter um derrame a qualquer momento. Tenho inúmeros sintomas somatizados e sinto tudo não tendo nada. Aos poucos vou contando minha historia pra vocês.